'Sentinelas - Rede de Monitorização de Ameaças para a Fauna Silvestre' é um projeto da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, financiado pelo Fundo Ambiental – Ministério do Ambiente e da Ação Climática.
É desenvolvido em territórios da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de Áreas Protegidas e tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.

Projeto Sentinelas

O projeto Sentinelas, que arrancou em 2019, está a criar uma rede robusta e alargada de monitorização de ameaças para a fauna silvestre relacionadas sobretudo com o furtivismo, com o propósito de combater de forma mais eficaz este grave problema e aumentar o conhecimento nesta área, bem como otimizar a gestão e a conservação da biodiversidade.

Os principais objetivos deste projeto são:
  • Monitorizar, através da marcação com dispositivos GPS, espécies sentinelas de aves e mamíferos que são mais afetadas por diversas formas de perseguição ilegal, bem como por outro tipo de ameaças de origem antrópica;
  • Avaliar a vulnerabilidade das espécies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos;
  • Analisar as perceções sociais e os níveis de tolerância de diferentes grupos de interesse relativamente às espécies de fauna silvestre.

As três componentes de atuação que integra, complementares entre si, fazem deste um projeto fortemente interdisciplinar que permitirá aumentar o conhecimento acerca das causas, consequências e impactos do furtivismo na fauna silvestre.

Toda a informação gerada por esta rede permitirá sinalizar/detetar ameaças para espécies selvagens e contribuirá para ajudar a desenvolver estratégias para melhorar o estado de conservação do património natural e da biodiversidade em Portugal, em particular de espécies necrófagas, muitas delas com estatuto de conservação desfavorável no território nacional.
Projeto Sentinelas

Grifo. Ilustração Davina Falcão.

Este projeto constitui uma mais valia para a obtenção de informação para melhorar os protocolos de monitorização contra atos de furtivismo, podendo também ser um forte aliado de outros programas existentes no nosso país, tais como o Programa Antídoto Portugal (PAP), o qual foi reativado recentemente com um novo protocolo. Permite, igualmente, que Portugal fique cada vez mais alinhado com a tendência que a União Europeia pretende estabelecer, no sentido de que exista uma maior coordenação entre os Estados membros para combater este tipo de crimes ambientais.

O projeto Sentinelas contempla ainda a realização de ações de educação e sensibilização para as comunidades locais e escolar sobre a ameaça que representa o furtivismo para a fauna silvestre e os ecossistemas, bem como sobre a importância ecológica das espécies-alvo. Neste âmbito, inclui também uma componente de teatro enquanto ferramenta pedagógica, mobilizadora, transformadora de mentalidades e catalisadora de uma cidadania ativa. A companhia de teatro Peripécia é responsável pela componente de teatro do projeto Sentinelas.

Projeto Sentinelas foi criado em 2019 e reforçado/alargado em 2020

O Sentinelas foi criado em 2019, com a aprovação, pelo Fundo Ambiental – Ministério do Ambiente e da Transição Energética, do projeto “Sentinelas – marcação e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal” da Palombar, desenvolvido em parceira com a Universidade de Oviedo. Em setembro de 2020, a mesma entidade financiadora aprovou outro projeto da organização, com aquele mesmo parceiro, denominado "Avaliação da Vulnerabilidade da Fauna Silvestre ao Uso Ilegal de Venenos e Reforço da Rede de Sentinelas contra o Furtivismo", o qual veio reforçar e integrar o projeto Sentinelas para criar uma Rede de Monitorização de Ameaças para a Fauna Silvestre.

Milhafre-real. Ilustração Davina Falcão.


Por que a criação de uma rede de espécies-sentinelas é fundamental?

Por que a criação de uma rede
de espécies-sentinelas
é fundamental?